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terça-feira, 2 de março de 2021

Revista Britânica Economist critica Sérgio Moro, Lira e Jair Bolsonaro



A revista britânica Economist publicou no sábado (27.fev.2021) uma reportagem lamentando o fim da operação Lava Jato e criticando o ex-juiz Sergio Moro. Uma das principais publicações internacionais, disse que o desaparecimento da operação marca o fim simbólico de um esforço sem precedentes para reduzir a corrupção em toda a América Latina.

Na seção “As Américas” da edição impressa, a publicação destaca que a Lava Jato foi responsável pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e pela prisão do ex-presidente Lula e do empreiteiro Marcelo Odebrecht, nono homem mais rico do Brasil.

“Infelizmente, há poucos motivos para pensar que isso tenha feito uma diferença duradoura. A pandemia e a crise econômica deslocaram, provavelmente temporariamente, as preocupações com criminosos de terno”, criticou a publicação na seção ‘As Américas’ da edição impressa.

Para a revista, mesmo com a operação sendo responsável por devolver RS$ 26 bilhões aos cofres públicos, o impulso anticorrupção foi desfeito pela politização da justiça. Com o título “Vitória para a velha política“, o texto faz críticas ao ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. “O juiz das cruzadas em Curitiba, acabou não sendo imparcial. Ele condenou Lula a 12 anos por receber apartamento na praia. Só que Lula não possuía nem usava o imóvel“.

A Economist destaca que havia outros casos mais sólidos contra o ex-presidente Lula, mas Sérgio Moro usou a sentença como artifício político. “Com ele (Lula) fora da corrida presidencial em 2018, Moro se tornou ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, seu vencedor de extrema direita. Mensagens que vazaram mostraram que Moro treinou Deltan Dallagnol, o promotor principal em Curitiba, em violação ao procedimento”.

As críticas também se estendem ao presidente Jair Bolsonaro. Para o jornal, Bolsonaro além de enfraquecer a força-tarefa com a escolha do procurador Augusto Aras, o presidente violou a agenda anticorrupção- que o elegeu.

“Como ministro, Moro disse que espera institucionalizar a luta contra a corrupção. Bolsonaro havia se apresentado como um ativista anticorrupção. No cargo, ele violou essa agenda depois que os promotores começaram a investigar um de seus filhos (Flavio Bolsonaro) e um assessor (Fabrício Queiroz)“.

Por fim, a revista classifica o apoio de Bolsonaro ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, como um sinal de retorno à “velha política” que ele denunciou, uma vez que Lira foi réu na Lava Jato. “Em uma de suas maiores batalhas, a América Latina está quase de volta à estaca zero“, encerra.

Relembre

A operação Lava Jato no Paraná “deixou de existir” no dia 1º.fev deste ano. O anúncio foi feito pelo MPF (Ministério Público Federal). A força-tarefa foi incorporada ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPF.

Fonte de informação: Poder360

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