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domingo, 22 de novembro de 2020

Jair Bolsonaro usa G20 para criticar vacinação obrigatória e protestos contra racismo no Brasil



O presidente Jair Bolsonaro voltou a se manifestar neste sábado (21) contra a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19. Desta vez, diante dos 20 líderes das maiores economias do mundo que participaram da cúpula do G20 organizada pela Arábia Saudita. No Brasil, o assunto foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Embora sejam favoráveis à vacina obrigatória reservadamente, os ministros da Corte não devem julgar o assunto este ano, pois querem debater o tema com a comunidade científica antes de se posicionar.

Bolsonaro também defendeu durante a cúpula uma ação coordenada em resposta à pandemia e o acesso universal, equitativo e a preços acessíveis dos tratamentos disponíveis contra a Covid-19.

"É com esse objetivo que participamos de diferentes iniciativas voltadas ao combate à doença. No entanto, é preciso ressaltar que também defendemos a liberdade de cada indivíduo para decidir se deve ou não tomar a vacina. A pandemia não pode servir de justificativa para ataques às liberdades individuais”, disse.

Para surpresa geral, o presidente brasileiro fez alusão aos protestos antirracistas no Brasil, após a morte do soldador negro João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, espancado na sexta-feira (20) numa loja do Carrefour em Porto Alegre. Ele não falou abertamente sobre o caso, mas criticou os manifestantes que foram às ruas denunciar o racismo enraizado no país.

No início de seu discurso, Bolsonaro disse que "há tentativas de importar" para o Brasil "tensões" raciais "alheias à nossa história”. Mas que ele, como “homem e como presidente”, enxerga a "todos com as mesmas cores: verde e amarelo!”.

Bolsonaro afirmou que há quem queira destruir a diversidade e a miscigenação brasileira que conquistaram a simpatia do mundo para "colocar em seu lugar o conflito, o ressentimento, o ódio e a divisão entre raças, sempre mascarados de 'luta por igualdade' ou 'justiça social”. Em sua avaliação, ”tudo" isso seria feito "em busca de poder.”

O presidente reconheceu que o Brasil tem os seus problemas." Mas destacou a existência de diversos interesses "para que se criem tensões entre nós.” "Um povo unido é um povo soberano. Dividido é vulnerável. E um povo vulnerável pode ser mais facilmente controlado e subjugado. Nossa liberdade é inegociável", afirmou Bolsonaro.

Segundo ele, "à medida que a pandemia é superada no Brasil, a vida das pessoas retorna à normalidade e as perspectivas para a retomada econômica se tornam mais positivas e concretas”. Mais cedo, em mensagem de vídeo gravada para os participantes do G20 ele defendeu a maneira como o Brasil enfrentou a pandemia. O presidente garante que o tempo está provando que estava “certo”.

Na sexta-feira 20.11, um dia antes dos pronunciamentos do presidente, o Brasil, que já era o terceiro mais atingido do mundo pela pandemia (perde apenas para Estados Unidos e Índia) em números absolutos, ultrapassou a marca de seis milhões de casos de Covid-19, com 168.600 mortes.

Profissionais da saúde alertam para o aumento de contaminados em várias capitais nos últimos dias e pesquisadores acreditam que o país já atravessa a segunda onda.

Fonte: rFi

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