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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Jair Bolsonaro: “Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira, é um discurso populista”


Jair Bolsonaro recebeu pela primeira vez, nesta sexta-feira, 19 de julho, a imprensa estrangeira desde que assumiu o cargo como presidente do Brasil, em primeiro de janeiro. Não foi uma entrevista coletiva de imprensa tradicional, mas um café da manhã com representantes de 12 veículos convidados.
    
"A imprensa tem uma imagem distorcida de quem eu sou", disse Bolsonaro, abrindo a conversa, na qual cada jornalista pôde fazer uma única pergunta, sem direito a complementos. "Entendo perfeitamente o tamanho do envenenamento do Brasil lá fora", seguiu ele, ao lado de dois de seus ministros, o general da reserva Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Nacional, e Onyx Lorenzoni, da Casa Civil.

"Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira. Passa-se mal, não come bem. Aí eu concordo. Agora, passar fome, não", afirmou o presidente.

Bolsonaro respondia a um questionamento do Jornal EL PAÍS sobre o aumento da pobreza e da desnutrição no país. "Você não vê gente, mesmo pobre, pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países pelo mundo", completou o mandatário. Bolsonaro disse ainda que falar de fome é um "discurso populista".

Especialistas na matéria apontam a resiliência da crise econômica e do desemprego como fatores que pressionam os índices de fome e miséria. No Brasil, menos de 2,5% da população ainda se encontra em grave situação alimentar, segundo o relatório sobre o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, apresentado em 2019 pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Os dados, referentes ao biênio 2016-2018, não detalham cifras, mas dele se depreende que menos de 5,2 milhões de brasileiros passaram ao menos um dia inteiro sem comer ao longo do ano.

A FAO elabora anualmente os índices de pessoas que passam fome ou são subnutridas no mundo, com informações fornecidas pelos próprios países.

Os dados sobre o Brasil têm se mantido relativamente estáveis desde 2009, em um patamar menor que 2,5% da população. Em 2014, a organização da ONU tirou o Brasil do Mapa da Fome —composto por países em que mais de 5% da população consome menos calorias do que o recomendado.

Há o temor, entretanto, de que, com a persistência da crise, o país possa voltar a fazer parte deste grupo de países. Segundo o IBGE, entre 2016 e 2017 a pobreza no Brasil passou de 25,7% para 26,5%. O número de extremamente pobres, aqueles que vivem com menos de 140 reais mensais, saltou de 6,6%, em 2016, para 7,4%, em 2017.

Ao comentar o estado da fome e da miséria no país, Jair Bolsonaro voltou a criticar programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. "Agora adotou-se no Brasil, do Governo de Fernando Henrique para cá, depois o PT, que distribuição de riquezas é criar bolsas. Somos o país das bolsas! E o que faz tirar o homem ou a mulher da miséria é o conhecimento", disse o presidente, sem citar o Bolsa Família, que distribui 28 bilhões de reais aos mais miseráveis e é apontado como um fator que ajudou a combater a insegurança alimentar no país.

Apesar das críticas, seu Governo promete um complemento inédito no Bolsa Família neste ano, espécie de décimo terceiro para os beneficiários.

Foi a quarta vez que Bolsonaro se reuniu em café da manhã com jornalistas. O presidente já havia convidado jornalistas brasileiros para os três anteriores. Durante a conversa, que durou uma hora e vinte, ele garantiu que é totalmente favorável à liberdade de imprensa e de redes sociais "mesmo que publiquem mentiras", provocou Bolsonaro, sendo fiel ao seu estilo de lançamento de frases de efeitos que colidem com o mundo inteiro.

 O presidente falou ainda de meio ambiente ("estou convencido de que os dados de desmatamento são mentira") e sobre relações internacionais e comerciais ("possíveis acordos comerciais com a China e Japão são bem-vindos").

Fonte: elpais.com/
brasil 

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