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domingo, 16 de dezembro de 2018

MP pede prisão de João de Deus após suspeita de ocultação de patrimônio



O Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) informou à TV Anhanguera, neste sábado (15), que João de Deus, procurado pela polícia por denúncias de abuso sexual, pode ter tentado ocultar patrimônio, e que isso levou o órgão a acelerar o pedido de prisão do líder religioso.

   
Segundo o jornal "O Globo", as investigações apontam que o líder religioso retirou R$ 35 milhões de contas e aplicações financeiras desde que as primeiras denúncias de abuso vieram à tona. 

A Justiça decretou a prisão preventiva de João de Deus na sexta-feira (14), após mais de 300 denúncias de abuso sexual feitas por mulheres que o procuraram para receber atendimento. Ele nega as acusações.

A Polícia Civil de Goiás disse no sábado (15) que negocia com defesa de João de Deus para que ele se entregue, mas ainda não há prazo. O advogado de João de Deus disse que o médium irá se entregar, mas que não sabe quando. Para o MP-GO, o médium já é considerado foragido da Justiça.

“A gente já tem informações de que há providências do investigado buscando ocultar patrimônio. Este fato está sendo apurado e todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas pelo MP-GO”, disse a promotora Gabriella de Queiroz Clementino.

O advogado de João de Deus, Alberto Toron, disse ao G1 que desconhece qualquer retirada de dinheiro. "Isso é da economia dele. Eu não tenho a menor informação a respeito disso. Nunca perguntei e nunca fui informado", afirmou.

A força-tarefa do Ministério Público divulgou que já recebeu 335 mensagens e contatos por telefones de mulheres que denunciam o médium por abuso sexual. Os relatos chegaram de pessoas de seis países diferentes, além de 13 estados do Brasil e o Distrito Federal.

O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, afirmou que a corporação segue negociando com a defesa de João de Deus para que ele se entregue, mas ainda não há prazo para que isso ocorra.


O MP-GO já o considera foragido. “Pela lei, desde que o mandado de prisão é expedido, até o momento em que o alvo deste mandado é preso, seja por ação da autoridade policial ou por apresentação, ele é considerado foragido. Todos os endereços foram visitados pela polícia e ele realmente não foi encontrado”, disse Gabriella Clementino.

Fonte: g1.globo.com