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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Governo francês suspende aumento nos combustíveis para encerrar protestos


O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, anunciou nesta terça-feira (4) a suspensão do reajuste do imposto sobre combustíveis que estava previsto para 1º de janeiro, em uma tentativa de evitar novos protestos dos “coletes amarelos”, informam os sites dos jornais "Le Monde" e "Le Figaro".
   
O aumento dos impostos sobre os combustíveis, junto com a queda no poder aquisitivo dos franceses, são motivos dos protestos dos chamados "coletes amarelos", que nasceu no interior no país e chegou às grandes cidades depois que ganhou força nas redes sociais. 

No último fim de semana, 136 mil pessoas saíram às ruas de todo o país para protestar. No sábado (1º), o confronto dos manifestantes com a polícia na Avenida Champs-Elysées, em Paris, terminou com 130 feridos e mais de 400 detidos.

Os "coletes amarelos" continuaram suas ações na segunda (3) em diversos pontos do país com bloqueios de rodovias, estradas e acessos a complexos petrolíferos.

O presidente Emmanuel Macron avalia a possibilidade de decretar estado de emergência após o pior período de tumultos em anos. Mas, na segunda-feira (3), o secretário de Estado do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que o decreto não estava na ordem do dia.

Para Macron, o aumento dos impostos era necessário para combater a mudança climática e proteger o meio ambiente.
  


O movimento que tem como símbolo o “colete amarelo”, que é item obrigatório para os veículos franceses, começou em 17 de novembro. A mobilização se espalhou rapidamente pelas redes sociais e os protestos atingiram grandes cidades francesas causando grandes danos nos últimos três finais de semana.

Ele conta com o apoio de dois em cada três franceses e uma petição "por uma redução nos preços do combustível" que superou o milhão de assinaturas.

O primeiro dia nacional de protesto mobilizou 282.000 pessoas, o segunda cerca de 106 mil (8 mil em Paris). No último fim de semana, foram 136 mil.

Desconcertado, o governo não consegue dialogar com representantes do movimento, que nasceu nas redes sociais, desvinculado de qualquer comando político ou sindical.

Os anúncios feitos pelo presidente Macron - um dispositivo para limitar o impacto dos impostos sobre o combustível, assim como um "grande diálogo" - não convenceram e o clima de tensão prossegue.

O movimento já começou a ultrapassar as fronteiras da França. Uma centena de "coletes amarelos" belgas também se manifestaram na última sexta-feira (30) em Bruxelas.


Fonte: g1.globo.com